quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Que Dificuldade!
Terminado o dia de hoje, prefeita e vereador ainda não se encontraram. Remarcaram para amanhã. Vale lembrar que estamos na era da super-informação, da rapidez e flexibilidade das relações, das identidades e da mobilidade. A sugestão é que tudo se resolva com um telefonema. O skype pode ajudar: é rapido, barato e fácil de usar.
sábado, 25 de outubro de 2008
Construção civil a um passo de retroceder
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Onde foi parar a militância
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
O que o caso Eloá pode ensinar em tempos de Pós-modernidade
Não quero passar conceitos moralistas, reacionários sobre quem deve ficar com quem ou qual a idade ideal para se começar uma relação. Mas vejo que, na vida, alguns momentos são de descoberta, outros de sedimentação de conceitos e outros apenas de manutenção, sem grandes mudanças. Refiro-me primeiro à época das descobertas. Difícil conceber uma relação entre uma pré-adolescente de 12 anos e um adulto de 19 (as idades em que Eloá e Lindenberg começaram a namorar, respectivamente). Claro que nesse caso específico a situação chegou a um final trágico, com a morte de Eloá. Mas bom pararmos para pensar: lembre-se de quem você era, o que pensava, o que dizia aos 12 anos? E aos 19? Dá para notar a diferença?
Lembro bem dos meus doze anos. Analisando assim dá para perceber um certa evolução intelectual e espiritual até chegar aos 19. Aos dezoito, por exemplo, a vida tende a mudar mais. A pressão do vestibular, a busca por uma profissão, a “sonhada” carteira de motorista em busca de uma pseudo-independência (esta, que também tem o seu valor). Isso serve de parâmetro para fomentar o debate. Reconheço que é difícil uma atitude contundente dos pais que inviabilize as relações. Difícil controlar pela pressão um adolescente apaixonado. Também acredito que em alguns casos pode haver um crescimento de ambas as partes, uma espécie de complementação de experiências que pode ser válida.
A discussão apenas começa com o que há de mais caro entre nós: a busca desenfreada por liberdade, sem critérios, sem regras. Evoluir nem sempre é subverter a ordem. Pode ser também rever valores e princípios de um tempo não tão distante.
domingo, 19 de outubro de 2008
Outra Beleza
Me perguntei nestes últimos dias o que, de fato, leva uma pessoa a gostar de outra. Falo de um gostar à dois, amar, ficar apaixonado. Esse tipo de coisa. A resposta parece evidente, mas não é. A princípio podemos dizer que é a beleza, o formato estético, o corpo. Ou os olhos, a boca, a delicadeza e afilação do nariz. Tudo bem, pode até ser. No entanto, cada vez mais me convenço de que pode ser uma outra espécie de torpor. Este, mais profundo. O alcance da quase inabalável fissura do cérebro (ou do coração, pra não deixar de ser romantico) onde está guardado o que há de mais puro e nobre em cada um.
Claro, tudo pode ser prosaico demais. Mas, senão vejamos: você consegue explicar por que se apaixonou por aquela pessoa que não corresponde ao padrão de beleza vigente? Os argumentos são os mais variados. Uns dizem que foi por persuasão, ou morte pelo cansaço, salvo pelo gongo, compelido por opressão, coagido, sugestionado, convencido, estimulado. Pode ser tudo verdade e não cabe à ninguém contrariar o que só ao outro concerne dizer. Mas, pense comigo, podemos adimitir que há sedução nesse processo (mesmo que seja o da conquista). Há também traços culturais adquiridos no início da vida que se perdem, ou deixam de fazer sentido, com a endoculturação da infância a juventude. Existe também um fator que o filósofo Umberto Eco chama de fascínio. Aquilo que não se vê, não se toca, mas que está no outro, invisível a olho nu. Mesmo com a diafanidade do sentido este fascínio existe. E é nele que pode estar a resposta para a pergunta invocada à pouco.
A beleza de um trejeito, a maneira de se expressar, a forma com que ela joga o cabelo. Isso não é possível avaliar. O que sabemos dizer, nestes casos, é que esse fascínio faz a diferença. Mas não sabemos se é este o motivo, de fato. Não há teoria, não há razoabilidade que explique. É inverossímil. Existem só perguntas. Sem respostas.
