Não quero passar conceitos moralistas, reacionários sobre quem deve ficar com quem ou qual a idade ideal para se começar uma relação. Mas vejo que, na vida, alguns momentos são de descoberta, outros de sedimentação de conceitos e outros apenas de manutenção, sem grandes mudanças. Refiro-me primeiro à época das descobertas. Difícil conceber uma relação entre uma pré-adolescente de 12 anos e um adulto de 19 (as idades em que Eloá e Lindenberg começaram a namorar, respectivamente). Claro que nesse caso específico a situação chegou a um final trágico, com a morte de Eloá. Mas bom pararmos para pensar: lembre-se de quem você era, o que pensava, o que dizia aos 12 anos? E aos 19? Dá para notar a diferença?
Lembro bem dos meus doze anos. Analisando assim dá para perceber um certa evolução intelectual e espiritual até chegar aos 19. Aos dezoito, por exemplo, a vida tende a mudar mais. A pressão do vestibular, a busca por uma profissão, a “sonhada” carteira de motorista em busca de uma pseudo-independência (esta, que também tem o seu valor). Isso serve de parâmetro para fomentar o debate. Reconheço que é difícil uma atitude contundente dos pais que inviabilize as relações. Difícil controlar pela pressão um adolescente apaixonado. Também acredito que em alguns casos pode haver um crescimento de ambas as partes, uma espécie de complementação de experiências que pode ser válida.
A discussão apenas começa com o que há de mais caro entre nós: a busca desenfreada por liberdade, sem critérios, sem regras. Evoluir nem sempre é subverter a ordem. Pode ser também rever valores e princípios de um tempo não tão distante.
Marco Aurélio, dá pra desconfiar de um cara adulto tão inseguro com relação a uma menina. Um sujeito desse obviamente tem problemas psicológicos de ordem sexual. Acho que dá pra partir deste pressuposto na hora de pensar sobre esse tipo de relacionameto. abraço,
ResponderExcluirDaniel Aderaldo